"Seja na noite ou na mais funda solidão,Seja na rua ou na difusa multidão,Seu fantasma se agita no ar como uma flama".


O VAMPIRO
Tu que, como uma punhalada,

Entraste em meu coração triste;

Tu que, forte como manada De demônios,

louca surgiste, Para no espírito humilhado

Encontrar o leito e o ascendente;


- Infame a que eu estou atado Tal como o forçado à corrente,

Como ao baralho o jogador,

Como à garrafa o borrachão,

Como os vermes a podridão,


- Maldita sejas, como for! Implorei ao punhal veloz

Que me concedesse a alforria, Disse após ao veneno atroz

Que me amparasse a covardia. Ah! pobre! o veneno e o punhal

isseram-me de ar zombeteiro:


"Ninguém te livrará afinal De teu maldito cativeiro."


By: Anjo da Guarda.

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