Melancolias de um anjo..

Sou uma Sombra.. venho de outras eras,
Do escuro das maneiras...
Larva de caos, procedo..
Da escuridão do cosmico segredo,
Da substância de todas as substâncias.
Do amor, da Dor, do Pavor..
O medo.
Eu, filho da melancolia,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênese da infância..
A influência má das trevas.
Madrugada.
Ainda sonhando, o ofício da agonia.
Sem um gemido, assim como um cordeiro.
Para o labirinto
Do velho e metafísico Mistério,
Comi meus olhos crus no cemitério..
Numa antropofagia de faminto.
Quando eu pego nas carnes de meu rosto,
Pressinto o fim da orgânica batalha..
olhos que o húnus necrófago estraçalha.
Diafragmas, decompondo-se ao sol posto...
Até onde vai o abismo das trevas??
Este ambiente me causa repugnância..
Sobe-me á boca uma ánsia,
á ansia que se escapa da boca de um cardiaco.
Já o verme, este operário das ruinas..
Que o sangue podre das carnes, come,
a vida em geral declarra guerra.
Anda a espreitar meus olhos para,
roê-los e há-de deixar-me apenas , os cabelos,
Na frialdade inorgância da terra.
Eu, filho da melancolia,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênese da infância..
A influência má das trevas.
Madrugada.
Ainda sonhando, o ofício da agonia.
Sem um gemido, assim como um cordeiro.
Para o labirinto
Do velho e metafísico Mistério,
Comi meus olhos crus no cemitério..
Numa antropofagia de faminto.
Quando eu pego nas carnes de meu rosto,
Pressinto o fim da orgânica batalha..
olhos que o húnus necrófago estraçalha.
Diafragmas, decompondo-se ao sol posto...
Até onde vai o abismo das trevas??
Este ambiente me causa repugnância..
Sobe-me á boca uma ánsia,
á ansia que se escapa da boca de um cardiaco.
Já o verme, este operário das ruinas..
Que o sangue podre das carnes, come,
a vida em geral declarra guerra.
Anda a espreitar meus olhos para,
roê-los e há-de deixar-me apenas , os cabelos,
Na frialdade inorgância da terra.
By: Anjo.


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