O ultimo luar...


E noite.. a Lua, ardente e eterna,
Verte na solidão sombria.
A sua imensa e eterna melancolia..
dormem as sombras nas estradas,
Ao longo da alameda..
e dele um ruido vem de seda que se conjuga eterno..

No largo, sob as arvores,
Procuro a sombra embalsamada..
noite, consolo dos humanos, sombra sagrada..
um velho senta-se ao meu lado.. medita.
Ha no seu rosto uma ânsia..
talvez se lembre aqui, coitado!!

De sua infância.
Ele saca de um papel..
dobra-o direito, ajusta as pontas,
e pensativo, a olhar o anel, faz umas contas..
Com outro moço que se cala,
presto atenção ao que ele fala...
E de uma vida.. adiante uma senhora magra,
em ampla charpa que a modela,
lembra uma estatua de marfim.
Junto dela, outra a entretem, a conversar...
-Mamãe não avisou se vinha..
se ela vier, mando matar uma galinha.

E embalde a Lua, ardente e terna,
percebo que nada tem sentido se não a tenho..
Morro aos poucos nesta imortal melancolia,
não vejo mais cor, não sinto mais sabor..
minhas palpebras ensiste em se manter caidas..
em luto...
Até mesmo a chuva que molhava a minha face..
antes não desejada,
hoje.. esconde as lágrimas que de meus olhos..
ensistem rolar por minha face...
Verte na solidão sombria,
A sua imensa e eterna Melancolia..
By: Anjo

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